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Relato de um Caso de Sucesso

BATE-PAPO

Hoje trouxe mais uma entrevista exclusiva do Eventos em Série pra vocês! Desta vez, conversei com Paulo Farnese, CCO da High Up, empresa de eventos derivada da agência Mark Up, ambas do grupo Holding Up. Falando em up, conversamos sobre os bastidores de um recente case de sucesso da agência: a primeira reunião latino-americana da rede de pós-venda da Ford, realizada na Argentina, que mostrou muito planejamento, competência e desembaraço do time da High Up, além de nos deixar orgulhosos ao perceber quanta coisa grande nós, profissionais de eventos, brasileiros, conseguimos realizar!

Com vocês, nosso bate-papo:

1. Qual foi o briefing recebido do cliente para o projeto de concorrência?
O briefing era realizar a primeira convenção internacional da área de pós-venda da Ford. Pela primeira vez a Ford iria reunir a rede de pós-venda da América Latina num encontro único, pra reforçar valores da marca e as metas do ano seguinte. Pela primeira vez a Ford teria um slogan mundial. Até então, cada país tinha o seu slogan. Agora, porém, o slogan seria: Go Further (ir além, mais longe….) isso deveria ser reforçado no conceito do evento. Além disso, havia também o objetivo de reforçar que apesar de se tratar de países diferentes, a mensagem seria de um time único.

2. A High Up tem critérios específicos de participação de concorrências deste tipo?
Temos na agência uma matriz de risco em que avaliamos a entrada ou não dos briefings. Avaliamos: (i) relacionamento – o quanto essa empresa já conhece a gente; (ii) mercado – se o mercado está em crise ou aquecido; (iii) inovação – se reconhece como uma agência inovadora, que gosta de inovar e ousar nos projetos; (iv) prazo – que prazo teremos pra fazer essa concorrência e (v) budget – se é adequado ao que o cliente está pedindo. Procuramos sempre participar de concorrências com projetos inovadores.

3. Depois do briefing recebido, qual processo interno se desenrolou até a apresentação do projeto? Quanto tempo vocês tiveram?
A Ford é reconhecida internamente na High Up como um cliente que entende a necessidade de um bom prazo pra passar o briefing. Eles se programam, se organizam, passam o briefing com antecedência e dão, normalmente, um mês de prazo para as agências trabalharem. É um prazo excelente para um evento desse tipo – internacional. Era necessário fazer pesquisa, visita técnica na Argentina…. O processo interno, depois de avaliado o projeto na matriz de risco (se entraria ou não), entrou: tinha um bom prazo, budget e um bom relacionamento, pois já havíamos trabalhado com eles em outros projetos e eles já conheciam o nosso trabalho. Além disso, trata-se de um cliente que tem um mercado aquecido, é uma área da Ford que gosta de inovação e por isso este era um projeto que tinha tudo para entrar. Após entrar, passamos o briefing para a equipe de criação, produção, planejamento… Foi realizado um brainstorming para chegar a um conceito, um tema, pensar nas ações que poderiam ser realizadas no evento para potencializar as mensagens que eles desejavam passar. A área de produção ficou responsável por pesquisar fornecedores para entregar o que a gente estava planejando. Foi feita também uma visita técnica para conhecer o local.

4. O projeto aprovado na concorrência foi aproveitado na íntegra no evento?
Não, mas foi quase que 100%. Mudamos detalhes que não comprometeram o que a gente vendeu para o cliente, como um show, uma palestra, mas o conceito, a espinha dorsal do evento, os diferenciais que levam a gente ganhar, não mudaram na essência.

5. Já existia verba pré-estabelecida?
Sim. Esse é um ponto importante na nossa matriz, porque se um projeto não tem verba, dificilmente entra.

6. Quantas pessoas dentro da agência estiveram envolvidas no evento?
Para o briefing, por volta de 10 pessoas. Para o projeto em si, 40 internos mais os terceiros.

7. Como transcorreu a contratação dos fornecedores na Argentina?
Já tínhamos feito alguns eventos na Argentina, por isso usamos um parceiro que já trabalhou conosco em outros eventos. Apesar de já termos esse contato, fomos até lá, conversamos com ele e reforçamos a homologação.

8. Quais os principais obstáculos encontrados durante o evento (pré, trans, pós) e como a agência os contornou?
Nos tínhamos três clientes: Ford Brasil, Ford Argentina e Ford Chile. Apesar da Ford Brasil ser o sponsor do evento, este aconteceria na Argentina e seria a primeira vez que esse evento, que até então ocorria separadamente para os três países, iria acontecer em conjunto. Os três clientes deviam passar conteúdo, programação nas agendas, etc…

A questão alfandegária tambem foi um ponto complexo, pois naquela época a Argentina estava com entraves na importação e exportação. Programamos a produção com o máximo possível de antecedência.

9. O que poderia ter sido melhorado?
Uma grande plenária era usada toda vez que o assunto era comum a todos os países, nos principais momentos. Quando mudavam de assunto, o Brasil ocupava essa sala maior e os demais países iam para outras salas menores para acompanhar o conteúdo voltado para cada país. Poderíamos ter investido mais em cenografia nas salas dos demais países.

10. O que foi sucesso absoluto?
O conceito do mundo pós-venda está relacionado a pessoas servindo pessoas, gente servindo gente. Transmitimos essse conceito pra cenografia, pra ambientação do evento. As pessoas faziam parte da cenografia e isso foi sucesso absoluto. Todo mundo, ao chegar no evento, foi fotografado, porém não sabiam pra que isso ia ser usado. Quando entraram na plenária e começaram os trabalhos, as fotos começaram a subir e formaram um grande mosaico. Então as pessoas se enxergavam. O logo da Ford era formado com as fotos… As atrações tambem foram destaque, a noite de tango, uma noite com a Beija-Flor, o Maestro João Carlos Martins e sua palestra de superação.

11. Qual o nível de alcance dos objetivos do evento?
Pra gente, o ápice de um evento é quando o cliente fala que foi o melhor evento da vida dele e que seria difícil superá-lo, e foi exatamente isso que aconteceu. Superamos todas as expectativas – nossas e do cliente.

12. Quais as principais lições a equipe da High Up trouxe do evento?
Trouxemos três grandes lições: (i) a questão alfandegária, tivemos atenção redobrada; (ii) acertamos no parceiro e (iii) termos que atender e encantar três países com culturas e hábitos diferentes.

Ford Relato de um Caso de Sucesso

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Fico tão feliz quando consigo trazer uma entrevista assim, cheia de informações, rica em detalhes e, melhor de tudo, aberta, sincera, sem preocupações de estar “entregando” os segredos para outros profissionais da área. Este aqui é um ambiente de troca e só quem é muito seguro de sua própria competência entende que transmitir informação, passar adiante lições aprendidas, partilhar experiências não apresenta risco algum. É, na verdade, entrar no fluxo positivo do conhecimento.

Meu muito obrigada ao Paulo Farnese, Daniela Sagradi e Kelly Teixeira, que abriram o caminho entre vocês e esta deliciosa entrevista – aproveitem!

COMENTÁRIOS

  1. Paulo Farnese disse:

    Renata, muito bacana seu trabalho! Foi um prazer colaborar para seu blog
    Abraço

  2. Daniele Lole disse:

    Parabéns para equipe High Up, sempre um sucesso!

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